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Um desafio para Wilson Pereira Júnior, o Tiji, nomeado para o Pleno do TRE catarinense

Advogado joinvilense é o primeiro jurista de fora de Florianópolis a ser indicado para o cargo

Roberto Szabunia
Joinville
17/10/2016 às 09H58

“Uma honra e um desafio, responsabilidade ainda maior por ser a primeira vez que um jurista de fora de Florianópolis é indicado para a função.” Assim o advogado joinvilense Wilson Pereira Júnior, o Tiji, define sua nomeação para o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral, após 16 anos de carreira. “Vou retribuir a confiança em mim depositada, honrando o eleitor catarinense durante o tempo em que permanecer no Tribunal”, assegura Pereira, que no próximo biênio vai se desdobrar para cumprir a dupla agenda, no TRE e no escritório onde é sócio do pai, de quem herdou a vocação e o apelido.

E de onde vem o Tiji? “Meu pai, Wilson, veio de Itajaí, e com aquele sotaque açoriano característico, falando rápido e engolindo letras, as pessoas entendiam Tiji. Pegou e eu acabei herdando, ainda que em casa seja o Júnior”, explica Tiji filho, joinvilense nascido em 1977. “Nasci na Darcy Vargas e fui criado na rua Inácio Bastos, ao lado de uma das grandes paixões da minha vida”, acrescenta, puxando a carteirinha do JEC. “Sou sócio desde o dia 2 de fevereiro de 1977, pouco após ter nascido”, orgulha-se.

Uma bandeira tricolor sobre a mesa divide espaço com troféus, fotos e outras lembranças de outra das paixões de Tiji: a pescaria. “Todo ano vou ao Mato Grosso pescar, sou aficionado mesmo”, garante, destacando uma cabeça empalhada de um pequeno jacaré, figura típica do pantanal.

Tiji, no escritório em Joinville, com as bandeiras de suas grandes paixões: a advocacia e o JEC - Fabricio Porto/ND
Tiji, no escritório em Joinville, com as bandeiras de suas grandes paixões: a advocacia e o JEC - Fabricio Porto/ND


Outras imagens e ícones na sala comprovam os demais espaços ocupados no coração de Wilson Júnior: a esposa Fernanda e a advocacia. “Minha mulher nasceu no mesmo dia que eu e fizemos juntos a faculdade de Direito na ACE”, completa.

Vocação nas veias

Wilson Pereira Júnior cursava o ensino médio quando afirmou sua convicção de seguir a mesma carreira do pai, já então um advogado conceituado. Ex-aluno do colégio Elias Moreira, aos 18 anos foi morar em Curitiba, para um ano de cursinho no mesmo Positivo em que se formara no segundo grau na unidade joinvilense. A essa altura, já tinha alguma experiência no mercado de trabalho, como sócio de uma estamparia de camisas. “Ajudava a juntar um dinheirinho pra comprar pranchas de surfe e despesas pessoais. Depois fui estagiário no Fórum, a serviço do juiz Ricardo Roesler, e ali confirmei minha vocação para a advocacia.”

Formado em 2000, Tiji começou a trabalhar com o pai no escritório. Aprovado já no ano seguinte na prova da OAB, logo via seu nome na placa da firma Wilson & Wilson Advogados, no quarto andar de um edifício comercial na rua Princesa Isabel. “Somos especializados em direito empresarial”, detalha Tiji, pós-graduado em Processo Civil.

Secretário-geral da Caixa de Assistência dos Advogados de 2010 a 12, há cerca de um mês Wilson Pereira Júnior foi nomeado para o Tribunal Regional Eleitoral, como um dos dois advogados do Pleno (o artigo 120 da Constituição, que trata da formação dos TREs, diz no item III: “...por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça”. Os outros cinco membros são magistrados). “O TRE tem importância fundamental, por garantir a legitimidade do processo eleitoral”, pontua Pereira. A partir da posse, em novembro, ele terá uma nova rotina, com duas sessões semanais em Florianópolis; a partir de 2017, até o fim de 2018, o número de sessões dobra, exigindo sua presença na Capital de segunda a quinta-feira. Ainda assim, seu planejamento inclui manter o trabalho no escritório, reservando as folgas ao JEC e à culinária (paixão trazida da infância) e as férias às pescarias. “Estes dois anos irão pautar minha trajetória”, conclui.

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