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Soluções para os problemas da SC-401, em Florianópolis, estão longe de sair do papel

Proposta de reestruturação da rodovia do Plamus não sairá tão cedo e obra prevista pelo Governo para começar em dezembro do ano passado só deve começar em novembro de 2017

Felipe Alves
Florianópolis
07/09/2017 às 11H41

O estudo finalizado pelo Plamus (Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis) em 2015 previa que até 2018 a rodovia SC-401 poderia ser completamente remodelada em uma parceria público-privada. A proposta tornaria a 401 uma via compartilhada, com faixas exclusivas para ônibus, pedestres e ciclistas e semáforos. Ao custo estimado de R$ 450 milhões, o projeto está longe de ser executado. Enquanto uma solução mais completa não se define, outras alternativas e obras são propostas para amenizar os impactos do crescente número de mortes e acidentes na rodovia.

Estudo do Plamus ficou pronto em 2015 e deveria ser executado por meio de parceria público-privada - Divulgação/ND
Estudo do Plamus ficou pronto em 2015 e deveria ser executado por meio de parceria público-privada - Divulgação/ND



O secretário da Casa Civil de Florianópolis, Filipe Mello, diz que o projeto do Plamus é importante, mas utópico. “Dentro da dificuldade financeira que o Estado tem, falarmos em investir R$ 450 milhões na SC-401 é um sonho. É um belo projeto, mas utópico nos dias de hoje”, afirma. Para o especialista em mobilidade urbana Elson Pereira é importante ter um “norte” a ser seguido. “Utópico sim, mas impossível de ser realizado não. A ideia do plano é importante por que não vamos conseguir resolver o problema da mobilidade sem um projeto de impacto em Florianópolis e sem uma intervenção estruturante. É preciso que tenhamos um horizonte para que toda obra feita siga este modelo”, diz ele.

O superintendente da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis), Cássio Taniguchi, afirma que é preciso haver uma decisão política para tirar o projeto do papel e que, assim que iniciada, a reestruturação da rodovia deve ser três anos para ficar pronta. Taniguchi diz que a engenharia irá resolver os pontos de estrangulamento, curvas fechadas e dar condições decentes a pedestres e ciclistas, mas outras medidas também devem ser tomadas em conjunto. “É preciso de um tripé: engenharia, fiscalização e educação de trânsito”, diz ele.

Pontos de ônibus ao longo da rodovia não são recuados - Marco Santiago/ND
Pontos de ônibus ao longo da rodovia não são recuados - Marco Santiago/ND



Enquanto o projeto do Plamus não tem previsão de ser executado, uma obra de R$ 40 milhões para a SC-401 deve sair do papel a partir de novembro deste ano. A previsão do governo do Estado era de que a obra começasse em dezembro de 2016, mas aguarda a liberação de um financiamento com o Banco do Brasil. O contrato, inclusive, já foi assinado com a empresa EPC Construções, vencedora da licitação.

A obra compreende o recapeamento asfáltico da SC-401, melhorias nos acostamentos, nas sinalizações e a construção de uma terceira pista com 200 metros de extensão entre as entradas do Itacorubi e João Paulo. De acordo com o secretário de Infraestrutura do Estado, Luiz Fernando Vampiro, assim que iniciada, a obra deve levar pelo menos 10 meses para ser concluída.

Dificuldade de manutenção

O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) afirma que investe R$ 2,5 milhões por ano em manutenção na SC-401. “A conservação e a manutenção é rotineira, dentro do padrão financeiro que é dado para as estradas. Temos muita dificuldade de alcançar o índice ideal de conservação para a SC-401 por que é uma rodovia que foi entregue ao tráfego em 1975 e hoje temos mais de 40 anos de vida útil da rodovia”, afirma Cléo Quaresma, superintendente regional do Deinfra.

Radares como solução imediata para segurança

Além das obras de engenharia e infraestrutura, algumas medidas poderiam frear o número de mortes e acidentes na SC-401. Entre elas está a intensificação da fiscalização, colocação de radares fixos ou redutores de velocidades, videomonitoramento e ações educativas. O secretário de Infraestrutura Luiz Fernando Vampiro, o tenente-coronel Fábio Martins, da PMRv (Polícia Militar Rodoviária) e o presidente do Cetran de SC (Conselho Estadual de Trânsito), Luiz Antônio de Souza, concordam que a instalação de radares fixos ajudaria a diminuir consideravelmente as tragédias na rodovia. “Radares, conscientização e sinalização adequada reduziriam muito o número de acidentes”, afirma Vampiro. “É preciso conscientização, mas monitoramento também. Você viajar hoje na BR-101 é muito diferente do que há 10 anos, quando não existiam radares”, afirma Luiz Antônio de Souza.

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