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Projeto Floripa Letrada faz circular quase 1 milhão de livros e revistas por ano

Projeto da Prefeitura da Capital movimenta obras entre as pessoas através de pontos de distribuição em lugares movimentados

Dariele Gomes
Florianópolis
13/09/2017 às 08H15

O projeto Floripa Letrada - A palavra em movimento faz milhares de livros circularem pela cidade todos os anos. Em 2016, foram 981 mil publicações que saíram das prateleiras dos moradores de Florianópolis. Através de pontos de distribuição, como os terminais de ônibus, os livros ficam disponíveis para a leitura. No primeiro semestre desse ano já foram cadastrados, organizados e disponibilizados 428 mil livros e revistas.

Ponto de distribuição de livros e revistas no Ticen é reabastecido a cada  dois dias - Daniel Queiroz/ND
Ponto de distribuição de livros e revistas no Ticen é reabastecido a cada dois dias - Daniel Queiroz/ND



No Ticen (Terminal de Integração do Centro), os usuários do transporte coletivo apóiam a iniciativa, mas reclamam da pouca variedade dos títulos e da falta de bom senso dos próprios doadores, que acabam largando os livros no local. A aposentada Odete Clasen, 76 anos, que mora em Canasvieiras e semanalmente passa pelo Ticen, diz que adora revistas e sempre dá uma olhada no que está disponível nas estantes do projeto. “Encontrei uma revista sobre saúde. Vou levar para ler em casa e depois trazer de volta ou emprestar para alguma conhecida. É uma boa iniciativa, mas poderia ter mais opções”, diz.

A design Amy Moraes, 26, já olhou várias vezes as estantes dos terminais em busca de algum livro, mas nenhum lhe agradou a ponto de levá-lo para casa. “Gostaria de pegar algo, mas há muitos livros didáticos, que não me interessam. Faltam opções de literatura. Parece que é um lugar de descarte do que não presta mais”, enfatiza.

Conforme Waleska De Franceschi, responsável pelo Floripa Letrada, projeto da Prefeitura de Florianópolis, a iniciativa que existe desde 2010 sempre teve uma dificuldade de conseguir atender a exigência dos leitores em obras literárias. “Essa demanda existe desde o início do projeto, mas infelizmente não conseguimos dar conta de oferecer boas obras a todos. No Ticen, por exemplo, o abastecimento de livros e revistas é feito a cada dois dias. E logo que os livros chegam, há muita saída”, explica.

Falta de transporte ainda é problema

São 19 pontos para retirada de livros e revistas, distribuídos entre terminais de ônibus, polos de educação e espaços comunitários. Fora dos terminais, os pontos são reabastecidos semanalmente. Sobre um possível acervo, Waleska De Franceschi explica que os livros não ficam parados e que há um grande volume de títulos cadastrados diariamente. Alguns são restaurados e logo distribuídos. “Continuamos aceitando sempre as doações. Às vezes, o que não conseguimos é ter veículo disponível para buscar os livros doados. Um problema de muitos anos que continua sendo uma dificuldade para o projeto”, afirma.

Conforme Waleska, outro problema são as doações sem cadastro, que são deixadas nas estantes. “No mesmo dia em que abastecemos os locais, recolhemos os materiais deixados de forma espontânea, sem nenhum olhar, nenhuma triagem e censura. Por isso a importância da doação com cadastro, para sabermos se realmente o material doado é útil para o público”, diz.

O operador de caixa Manuel Bernardino, 23 anos, tem interesse em participar do projeto, porém só encontra livros didáticos e obras infantis. “Eles poderiam disponibilizar livros para todos os gostos e idades. Ter uma estante mais diversificada e melhor selecionada”, sugere. 

COMO DOAR

Doações podem ser feitas no Centro de Educação Continuada da Secretaria Municipal de Educação, na rua Ferreira Lima, 82, Centro

Para mais informações sobre o projeto, contatar a coordenação do Floripa Letrada pelos telefones (48) 3212-0913 ou 3212-0938, das 8h às 19h

 

 

 

 

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