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Licitação de trecho sul do anel viário de Florianópolis é o mais simples de mega projeto

Obras somarão 3,2 quilômetros de projeto que no total terá 17 quilômetros de via exclusiva para ônibus

Fábio Bispo
Florianópolis
21/02/2018 às 07H42

Se tudo sair dentro do esperado, em dois meses a Prefeitura de Florianópolis deve retomar as obras construção de parte do trecho Sul do chamado corredor exclusivo do "Rapidão". A licitação, ao custo de R$ 31 milhões financiados pela Caixa, foi lançada nesta terça-feira (20) e o prazo para conclusão da obra é de até dois anos. O trecho licitado é considerado o mais simples —de 3,2 quilômetros de extensão em dois trechos— de todo o projeto de mobilidade que prevê a construção de um anel viário em torno do Maciço do Morro da Cruz, que prevê 17 quilômetros de obras e que tem previsão de cinco anos para ser concluído.

O novo edital foi necessário depois que a Prefeitura rompeu contrato com a empresa portuguesa que tocava a obra e, devido erro de projeto, cobrava um aditivo de no valor de R$ 3,2 milhões para continuar os trabalhos. Diante da exigência, o município rescindiu o contrato em novembro do ano passado. A empresa havia iniciado as obras em meio de 2016 e pouco mais de um ano depois de iniciada a obra os trabalhos foram paralisados. Moradores do entorno disseram à reportagem que após a paralisação houve furto de material do canteiro de obras e que boa parte do aterramento cedeu, o que vai obrigar retrabalho de terraplanagem. 

O trecho a ser retomado, que vai dos 300 metros antes do trevo Dona Benta até a rótula da Eletrosul e depois do Armazém Vieira até a saída Sul do Túnel Antonieta de Barros não prevê o trecho final da Edu Vieira, entre a Eletrosul e o Armazém Vieira, justamente para evitar as desapropriações naquela região. Esta etapa do projeto deve ser iniciada logo após a conclusão da obra licitada esta semana.

O secretário Marcelo Roberto da Silva, de Mobilidade Urbana, disse que o novo contrato prevê regras específicas para o aditamento da obra, que só podem ser pedidos com base em fundamentos técnicos. A obra será cumprida com recursos exclusivos da Prefeitura através de financiamento da Caixa.

Após a conclusão, o trecho contará com quatro faixas de rolamento, dando sequência à Beira-Mar Norte e, segundo o secretário Marcelo Silva, amenizando o gargalo de transito que se forma na região.

“Na verdade o que temos é um conjunto de gargalos naquela região e que só serão resolvidos definitivamente com a execução de todos os 17 quilômetros do projeto”, afirmou.

Via exclusiva para ônibus após conclusão de todo o projeto

A implantação do anel viário é tida como a maior intervenção de mobilidade urbana focada no transporte público coletivo da história da Capital. O projeto inicial foi apontado dentro do Plamus (Plano de Mobilidade Sustentável) que entre outros prevê a integração de vias com as regiões Norte Sul e Continente.

O projeto conceitual prevê que no futuro os ônibus da cidade vão circular por vias exclusivas. A previsão inicial era de que esse sistema fosse interligado com a região metropolitana, mas a proposta tem encontrado barreiras já que Florianópolis é a única cidade da região que não quer integrar o sistema aos demais.

Ao total, todo o projeto do anel viário que incluiu os trechos sul e norte custará R$ 162 milhões aos cofres públicos. Até o momento, o município ainda não tem garantias de recursos federais ou contrapartidas para iniciar as demais etapas da obra.

Quando concluído, o anel viário vai poder ser interligado com outras obras também previstas pelo Plamus, como o corredor da Bacia do Itacorubi, que por sua vez estará ligado ao corredor Norte. Na outra ponta, o trecho sul do anel viário vai fazer a ligação com o corredor Sul e com o futuro corredor da Mauro Ramos, todos projetos já previstos mas ainda sem data para início das obras.

“A tendência é de que o público já vá se acostumando com as pistas exclusivas para ônibus, mas isso só deve acontecer de fato mesmo com toda a construção do anel viário”, emendou o secretário Marcelo da Silva.

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