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Enterro da Tristeza reúne multidão nas esquinas das avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz

Festa contou com a presença do defunto, da viúva, da morte, do coveiro e da corte do bloco SOS, que esperava cerca de 50 mil pessoas para a festa

Marina Simões
Florianópolis
09/02/2018 às 16H31

Muitas pessoas foram até o Centro de Florianópolis na noite desta quinta-feira (8) para enterrar a tristeza e dar início às comemorações da semana de Carnaval da cidade. O tradicional Enterro da Tristeza contou com a presença do defunto, da viúva, da morte, do coveiro e da corte do bloco SOS, que esperava cerca de 50 mil pessoas para a festa. O tema do bloco este ano foi Do Lixo ao Luxo — SOS Reciclando a Tristeza.

Jorge de Freitas, enfermeiro aposentado que já dá vida a viúva Milena há mais de 40 anos, contou que estava na concentração desde as 6h desta quinta. “Hoje é alegria, é descontração, é extravasar. Nós estamos enterrando a tristeza para dar espaço para a felicidade, deixar ela tomar conta das ruas de Florianópolis”, disse a viúva, que aguardava a saída do cortejo.

O defunto e a viúva acompanhados pela corte do bloco SOS - Marco Santiago/ND
O defunto e a viúva acompanhados de parte da corte do bloco SOS - Marco Santiago/ND


No fim desta tarde, antes mesmo de chegar à concentração do Enterro, nas esquinas das avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz, era possível observar alguns foliões com suas caixas de isopor acompanhados por amigos e familiares. Quem já estava lá, curtia o som de uma banda de pagode e se preparava para o desfile, que seguiu pela avenida Hercílio Luz, rua Anita Garibaldi, rua dos Ilhéus, praça XV com destino ao largo da Alfândega.

“Trabalhei hoje o dia todo e vim para cá com a minha família. É uma festa bem tranquila, dá vontade de voltar nos outros anos”, conta Neusa Helena de Souza, que trabalha no hospital Infantil Joana de Gusmão, e nem lembra ao certo há quantos anos acompanha o bloco. Ela e a filha vão desfilar em escolas diferentes neste sábado e adoram o Carnaval, assim como os outros familiares.

Depois de quase uma hora de atraso, perto das 20h30, o primeiro trio elétrico deu partida, seguido pelo carro que levava a tristeza, outros dois trios e uma multidão de foliões dançando e cantando as marchinhas de carnaval que tocavam. A festa tomou conta da avenida Hercílio Luz e contou com um público bem diversificado. Jovens, famílias com crianças, idosos, todos puderam aproveitar.

A chilena, Gabriela Carrasco, veio festejar o carnaval em Florianópolis pela primeira vez e adorou a festa. “Achei muito alegre e diferente. O conceito de enterrar a tristeza parece ser muito interessante, algo muito bom” contou.

O bloco SOS foi criado em 1982 por servidores da área da saúde e, em 1995, o grupo decidiu resgatar a tradição do Enterro da Tristeza, que surgiu na década de 1960 e saía sempre às quintas-feiras de Carnaval.

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