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Campo do Palmeirinha deve virar praça poliesportiva no Porto da Lagoa, em Florianópolis

Campo de futebol amador, que foi destruído em 2012 em função de uma desapropriação, deve ser reconstruído e área ainda abrigará parque infantil, academia ao ar livre e quadras

Michael Gonçalves
Florianópolis
13/09/2017 às 08H18

A comunidade do Porto da Lagoa, em Florianópolis, não tem uma área de lazer desde o dia 10 de abril de 2012. Em função de uma decisão judicial, favorável a um comerciante que disputava a posse do terreno de 8.020 m² há 25 anos, o campo de futebol e as acomodações do estádio da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Palmeirinha do Porto da Lagoa, foram destruídas. Agora, a área deve ser recuperada até dezembro por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). Esse é o objetivo do comerciante Edson Bianchini, que assumiu o compromisso de reconstruir a praça poliesportiva. Para o diretor do Palmeirinha, Luciano Pereira, a praça é o resgate da dignidade para a comunidade.

Obra da área de lazer do Porto da Lagoa já passou por terraplanagem e está na fase de drenagem - Flávio Tin/ND
Obra da área de lazer do Porto da Lagoa já passou por terraplanagem e está na fase de drenagem - Flávio Tin/ND



O campo foi desapropriado e virou AVL (Área Verde de Lazer) ainda na gestão do prefeito Dário Berger (PMDB). Desde então, a comunidade busca apoio para reconstruir o único espaço de lazer do bairro do Leste da Ilha. “O terreno foi doado pelo meu tio ao Palmeirinha há mais de 50 anos e o que fizeram aqui foi um caso de polícia. Acabaram com a diversão de centenas de pessoas, entre jovens, adultos e crianças. Tenho confiança que no fim do ano faremos uma grande festa”, disse o aposentado Ademar Bittencourt, que já foi atleta e presidente do clube.

Depois da terraplanagem, a obra segue na fase da drenagem. Além do campo de futebol, com 54 mestros por 90 metros, o espaço terá parque infantil, academia ao ar livre, campo de futebol suíço e quadra de futevôlei. O vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB) lembrou que o município não terá custos, graças ao apoio da iniciativa privada.

Morador da Bacia da Lagoa há 15 anos, Bianchini já vestiu a camisa do Palmeirinha. “Acompanhei todo o processo de desapropriação e sei o que a comunidade passou. Também tive os meus momentos de lazer no clube e pretendo presentear toda a região com mais essa área de lazer”, explicou o comerciante.

Clube disputa campeonato de futebol amador

Reconhecido como um celeiro de craques, o Palmeirinha sempre revelou jogadores no futebol amador de Florianópolis. Quando o campo foi destruído, 250 jovens que estavam na escolinha de futebol ficaram sem atividades. A comunidade protestou, fechando a rua Osni Ortiga, e entrou em confronto com a Polícia Militar. Atualmente, apenas o time de veteranos continua em atividade.

Campeão da Primeira Divisão (2007), tricampeão da Copa Floripa (2005, 2006 e 2007) e bicampeão da Segunda Divisão (2006 e 2008), o simpático time do Porto da Lagoa pediu licença dos campeonatos oficiais em novembro de 2013. “Estamos disputando a Cesani, torneio do Norte da Ilha no qual fomos campeões em 2016, e devemos participar este ano mais uma vez. Toda a comunidade da Bacia da Lagoa está feliz com a recuperação desta importante área de lazer”, comentou o diretor do Palmeirinha, Luciano Pereira.

ENTENDA O CASO

1987/2012

Batalha judicial começa em 1987, quando a área cedida ao time em 1962 por morador passou a ser reivindicada por familiares de suposto proprietário. Em fevereiro de 2012, comunidade perde o direito de usar o espaço.

Abril 2012

Campo do Palmeirinha é desativado por ação judicial de reintegração de posse. Comunidade se organiza para protestar, e utiliza pneus queimados para bloquear a rua Osni Ortiga e PM dispersa manifestantes.

Maio 2012

Prefeitura entra na negociação entre comunidade e família de suposto proprietário. Área é declarada de utilidade pública, e ação de desapropriação é entregue a líderes do bairro, depois de o município pagar R$ 291 mil de indenização.

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