Sexta-Feira, 20 de Outubro de 2017
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Do sotaque manezinho ao castelhano argentino, da renda bordada no bilro à tradição de um mate gaúcho, os costumes, formas de se expressar e de viver se misturam e compõem o mapa de moradores de Florianópolis

Floripa de todos os povos

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Do sotaque manezinho ao castelhano argentino, da renda bordada no bilro à tradição de um mate gaúcho, os costumes, formas de se expressar e de viver se misturam e compõem o mapa de moradores de Florianópolis. O Notícias do Dia apresenta um levantamento inédito sobre a origem dos habitantes da cidade por bairros, que comprova que os florianopolitanos já são a minoria da Capital.

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Filha de pai baleeiro e de mãe parteira, dona Liquinha, de 85 anos, nasceu, cresceu e quer morrer no Ribeirão da Ilha, lugar que é um “pedacinho de céu”, como diz. Foi às voltas do mar que ela se criou catando siri em uma época em que não havia morador do Ribeirão que dona Liquinha não conhecesse. Hoje, a realidade é outra, mas o bairro é ainda o que mais concentra moradores nascidos em Florianópolis.

Dona Liquinha

O gaúcho Renan e a carioca Lúcia moram nos Ingleses, que detém o título de região com mais migrantes de outros Estados Daniel Queiroz/ND

No outro extremo da Ilha, o distrito dos Ingleses detém o título de região com mais migrantes de outros Estados: são 51% - principalmente gaúchos. Ao cruzar microdados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, a reportagem do Notícias do Dia detalha as concentrações de migrantes residentes por áreas nos distritos e bairros da cidade e mostra uma realidade percebida por muitos no dia a dia: 52% dos moradores de Florianópolis não nasceram na Capital. Eles são de outras cidades de Santa Catarina, de outros Estados e de outros países.

Seja pela qualidade de vida, seja pela oportunidade de emprego, de estudo ou pela aura propagada por décadas de “ilha da magia”, a atratividade de Florianópolis cresceu ano a ano e transformou a cidade em uma imensidão de povos e culturas. Entre um verão e outro, os migrantes acabaram se tornando a maioria na cidade.

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Migração em Florianópolis

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1. Filtrando por origem dos moradores

Saiba quais bairros têm mais moradores florianopolitanos, catarinenses de outras cidades, de outros Estados ou de outros países

2. Filtrando por área/região

Saiba quantos moradores de cada área são florianopolitanos, catarinenses de outras cidades, de outros Estados ou de outros países

Como foram levantados os dados do IBGE?

Durante o censo de 2010, o IBGE fez pesquisas mais profundas que fornecem dados mais detalhados do que a contagem normal. Em Florianópolis, cerca de 10% dos moradores (aproximadamente 40,2 mil) participaram dessa amostra do censo. Embora não seja um valor absoluto, é o suficiente para fazer aproximações estatísticas dos números reais.

O IBGE separa as amostras em áreas de ponderação, ou seja, regiões que podem abrigar desde uma parte de um bairro até um conjunto de distritos. O objetivo é ter áreas com uma quantidade semelhante de domicílios e pessoas. As 30 áreas de Florianópolis têm uma média de 14 mil habitantes.

A reportagem do Notícias do Dia reuniu estes dados e separou-os nas áreas de ponderação em um mapa interativo.

Fonte: Censo IBGE 2010 - Saiba mais

Mistura de sotaques e culturas

Os números do último censo do IBGE constatam o que os 421 mil habitantes de Florianópolis vivem no dia a dia, quando os sotaques e as tradições se misturam. A Capital dos catarinenses abriga, aproximadamente, 123 mil pessoas de outros Estados, ou seja, 29,28% dos moradores. O Rio Grande do Sul é o Estado que mais enviou moradores para Florianópolis. São mais de 53 mil gaúchos, o que representa 12% da população de Florianópolis.

Contrapondo o alto número de migrantes, o Ribeirão da Ilha mantém o título de bairro mais manezinho da cidade, enquanto Canasvieiras e a Lagoa da Conceição atraem mais pessoas de outros países.

Moradores de seis regiões da Capital contam como é viver em Florianópolis, uma cidade que encanta com suas belezas naturais, a qualidade de vida e um povo acolhedor.

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Dona Liquinha Florianópolis (SC) Ribeirão da Ilha
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Renan e Lúcia Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) Ingleses
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Walter Buenos Aires, Argentina Canasvieiras
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“Não posso deixar meu Ribeirão”

Dona Liquinha

Nascida em Florianópolis

Moradora do Ribeirão da Ilha

Foi entre as baleeiras do pai e os siris pegos na beira da praia do Ribeirão da Ilha que Eli Heidenreich de Souza, a dona Liquinha, 85, se criou. Ela faz jus ao apelido de “comedora de cocoroca” que o ribeironense leva, mas não dispensa uma anchova e uma ostra tirada da pedra. O Ribeirão é o lugar onde ela nasceu, cresceu e onde quer morrer, amparada pelos resquícios de tranquilidade que ainda restam no bairro mais manezinho da cidade.

A costa leste-sul da Ilha, do Ribeirão até Naufragados, concentra a maior população de moradores nascidos na cidade: 64,7%. Em seguida está a região do maciço do morro da Cruz, com 62%.

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“Perfeito, né?”

Renan e Lúcia

Nascidos em Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ)

Moradores de Ingleses

O sonho de morar em Florianópolis se tornou realidade para Renan Fischer, 62 anos, e Lúcia Pereira, 57, depois de anos veraneando na Ilha. Acostumada com o movimento intenso do Rio de Janeiro, Lúcia estranhou o pacato bairro dos Ingleses do início da década de 1990. Para o marido, Renan, a mudança não foi tão abrupta: os conterrâneos gaúchos estavam por todos os lados do bairro. Nos Ingleses, eles construíram uma pousada, começaram a trabalhar com projetos sociais e acompanharam de perto o crescimento desordenado do bairro. O que não mudou com o passar dos anos foi o fascínio do casal pelas belezas naturais da praia mais gaúcha da cidade.

A parte sul do bairro Ingleses, ao longo da SC-406, tem a maior concentração de moradores não naturais de Florianópolis. Dos 16,7 mil habitantes, 51,2% são de outros Estados.

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“Tinha sonho de morar em uma ilha”

Walter

Nascido em Buenos Aires, Argentina

Morador de Canasvieiras

Reduto popular dos argentinos durante o verão, Canasvieiras é também o bairro mais procurado pelos hermanos para morar. Quando decidiu sair de Buenos Aires após um assalto e refazer sua vida no Brasil, o argentino Walter Rodriguez, 47 anos, soube exatamente para onde iria: Canasvieiras. Na praia que rondava seus sonhos, encontrou uma vizinhança acolhedora, conterrâneos, um bairro movimentado e uma conexão perfeita entre argentinos e brasileiros.

Florianópolis tem 4.622 moradores estrangeiros, a maioria em Canasvieiras. Os argentinos compõem o maior grupo de fora do país, seguidos dos uruguaios e dos portugueses.

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“Sensação de paraíso dos gringos”

Anna e Daniel

Nascidos em Southampton e Harwich, Inglaterra

Moradores da Lagoa da Conceição

Nascidos na nublada Inglaterra, Anna King, 39 anos, e Daniel Sayer, 38, queriam morar em lugar com sol, praia, gente acolhedora e uma vida noturna movimentada. Ela conhece 40 países. Ele já viajou por mais de 80. Mas foi no Brasil que eles decidiram ficar. É na Lagoa da Conceição que os ingleses se sentem menos gringos, vão a bares e restaurantes a pé e encontram diversas opções para a prática de esportes, de trilhas a stand up paddle, de corridas a pedaladas.

A Lagoa da Conceição destaca-se por ser o bairro mais internacional: são 18 países com moradores no local.

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“Me sinto privilegiada por morar aqui”

Kátia

Nascida em Florianópolis

Moradora de Coqueiros

A relação de Kátia Bittencourt Borges, 61 anos, com o mar vem desde pequena. Nascida na Ilha, era nas praias do Continente que ela costumava, quando adolescente, passar os verões na década de 1970. A praia de Coqueiros daquela época fervilhava como ponto de encontro, de lazer e de contato com o mar. Com a família, Kátia deixou a cidade: primeiro se mudou para São Joaquim, depois trocou Santa Catarina por São Paulo. Em busca de se reconectar com a natureza, voltou para a cidade e se mudou para o Continente, onde pretende continuar seu trabalho como educadora.

Em comparação com a Ilha, o Continente tem o maior número de moradores nascidos no Estado: dos 91,1 mil moradores, 76% são catarinenses. Na Ilha, onde moram 330 mil pessoas, 67% nasceram em Santa Catarina.

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“Tem gente de tudo quanto é lugar”

Roger

Nascido em Balneário Camboriú

Morador da Trindade

Quando chegou para estudar e trabalhar em Florianópolis, Roger Henrique Silva, 25 anos, encontrou na Trindade um bairro acolhedor. A diversidade de catarinenses não nascidos na Capital espalha-se por todos os lados vindos do Oeste, da Serra, do Norte e do Sul. Sua cidade natal, Balneário Camboriú, pode até se assemelhar às belezas naturais e ao clima praiano de Florianópolis, mas as diferenças de sotaques e culturas foram, para ele, uma novidade e um desafio de adaptação.

As regiões da Trindade e do Saco dos Limões concentram a maior população de catarinenses não nascidos em Florianópolis: são 31,68%.

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Anna e Daniel Inglaterra, Reino Unido Lagoa da Conceição
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Kátia Florianópolis (SC) Coqueiros
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Roger Balneário Comboriú (SC) Trindade
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Uma cidade acolhedora

Mais da metade dos moradores da Capital catarinense não nasceu na cidade. Os manezinhos correspondem a 47,8% da população. Esse fluxo migratório se intensificou com a litoralização de Santa Catarina, com a característica de cidade de porte médio de Florianópolis e com a divulgação da imagem da cidade como atração turística, de acordo com os professores Gláucia de Oliveira e Francisco Canella, do Observatório das Migrações de Santa Catarina, da Udesc (Universidade Estadual de SC).

De cada cem pessoas que moram em Florianópolis:

  • 48são de Florianópolis
    22são de outras cidades de Santa Catarina
    29são de outros Estados do Brasil
    1é de fora do Brasil

De 2000 para 2010, o grupo que mais cresceu na cidade foram os migrantes de outros Estados (66%), seguido dos estrangeiros (41%). Por outro lado, de uma década para outra, o número de catarinenses residindo em Florianópolis cresceu apenas 10%. Para Gláucia, essa “sensação de invasão” de migrantes que se tem na Capital deve-se muito ao tamanho da cidade. “Uma coisa é isso em São Paulo, outra em uma população de 469 mil habitantes, em Florianópolis”, analisa.

Os ciclos migratórios para Florianópolis

Da Florianópolis provinciana da década de 1960 para a Florianópolis multicultural do século 21, o movimento migratório para a cidade acompanhou também o desenvolvimento socioeconômico e de infraestrutura da Capital. Apesar de ser um movimento contínuo, houve dois momentos que favoreceram a chegada de novos moradores à cidade: a construção da Eletrosul, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da Udesc, nas décadas de 1960 e 1970, e a propagação de Florianópolis como destino turístico e com altos índices de qualidade de vida, na década de 1990. Em 50 anos, a cidade saltou de cerca de 100 mil habitantes em 1960 para quase 480 mil em 2016.

Gráfico 2

Crescimento populacional desde 1960 (Fonte: IBGE)

1960
1970

MÃO DE OBRA QUALIFICADA

A primeira leva de migrantes que chegou com força nas décadas de 1960 e 1970 partiu do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais com destino a Florianópolis para trabalhar na UFSC e ajudar a construir a Eletrosul. Além do rápido crescimento da região central, o caminho para o Norte da Ilha começou a tomar forma, priorizando o desenvolvimento ao norte da cidade e preterindo o sul, o que também impactou diretamente a forma de ocupação do solo por parte dos migrantes em Florianópolis.

CRESCIMENTO DAS CIDADES

Nos anos 1980, acompanhando uma tendência nacional, cidades de porte médio como Florianópolis recebem movimentos migratórios de forma significativa. Na Lagoa da Conceição, por exemplo, começam a aparecer pessoas que buscam um estilo de vida mais alternativo e, no Norte da cidade, os gaúchos chegam em massa.

POTENCIAL TURÍSTICO

Enquanto o êxodo rural e a modernização do campo expulsavam catarinenses do Oeste para o litoral, o potencial turístico de Florianópolis era “descoberto” e, em 1990, o ápice do status de “Ilha da magia” ganharia fama nacional por suas belezas exuberantes e qualidade de vida. “A década de 1990 tem um investimento significativo no turismo, de infraestrutura e de divulgação de tornar a cidade atrativa para as camadas médias da população. Concomitante a isso tem o movimento interno do sul do país e do campo para a cidade”, explica a professora Gláucia de Oliveira.

QUALIDADE DE VIDA

A imagem de Florianópolis era vendida como a cidade com alta qualidade de vida, segura, com pouco trânsito e oportunidades de emprego que chamavam a atenção nacional. Muitos que vieram para Florianópolis para veranear acabaram comprando casas, criando raízes e se misturando à cultura local. “Durante muito tempo esses migrantes ficaram invisíveis, e isso inviabilizou sua condição de migrantes, pois eram vistos como turistas. Só quando os argentinos, por exemplo, ‘tomaram’ Canasvieiras, é que se deu conta de que eles estavam aqui para ficar”, comenta Gláucia.

O PRÓXIMO CENSO

Uma nova leva de migrantes, ainda não registrada até o último censo do IBGE, deve aparecer na próxima pesquisa: os haitianos. Até 2010, havia migrantes de 52 países morando em Florianópolis, sendo a maioria da América do Sul. Para o próximo censo, de acordo com Gláucia, a previsão é de que o Haiti, país da América Central, ocupe uma posição de destaque nos principais grupos migrantes para Florianópolis, principalmente após 2015.

Os impactos dos novos moradores

Os novos moradores de Florianópolis constituíram novos grupos na cidade e, como consequência, surgiram conflitos culturais com os moradores locais. A cidade pacata se viu em rápida ebulição e os nativos da cidade acabaram encontrando meios de reforçar a cultura ilhoa e açoriana. “Era uma cultura pouco cosmopolita que se tinha em Florianópolis e, com a chegada destas pessoas, há um movimento de fortalecimento dos manezinhos no fim dos anos 1980”, explica Gláucia. “O que era um termo ofensivo, o mané, passa a ser positivado, e criam-se formas de enaltecer a cultura, como o troféu manezinho Aldírio Simões”, comenta o professor Canellas.

Migração do Brasil para Florianópolis

Fonte: Censo IBGE 2010

O grande número de migrantes em uma cidade pequena como Florianópolis causa em alguns a sensação de invasão, como aponta Gláucia. “Há um discurso, que eu não endosso, que criou-se uma sensação de que os locais perderam espaço para os que vieram de fora. Florianópolis é uma cidade litorânea que atraiu a camada média e altamente qualificada, por isso tem fatores de atração e poucos de expulsão”, diz ela. Segundo Gláucia, é preciso sempre lembrar que estes migrantes são pessoas que trabalharam na construção e que parte da cidade foi feita pelas mãos dessas pessoas.

Um senso comum recorrente é do grande número de migrantes do Norte e Nordeste do país para Florianópolis. De acordo com Canellas, esse número realmente tem crescido nos últimos anos, mas ainda é muito baixo se comparado a outros migrantes (como gaúchos e paranaenses). Os naturais do Norte e Nordeste representam 2,43% dos moradores de Florianópolis, sendo que 87,62% dos que moram na cidade são dos três Estados do Sul do país.

Galeria de imagens

Canasvieiras - No verão, espanhol e português se misturam nas areias de Canasvieiras.

Marco Santiago/Arquivo/ND

Canasvieiras - Adorado pelos argentinos, Canasvieiras é o bairro com maior percentual de estrangeiros da cidade.

Daniel Queiroz/Arquivo/ND

Coqueiros - Ponto de encontro de banhistas na década de 1960, praia de Coqueiros hoje sofre com o excesso de esgoto, mas há quem ainda use a praia nos dias fortes de calor.

Arquivo/ND

Coqueiros - A relação de Kátia Borges com o mar de Coqueiros vem desde pequena, quando frequentava o agitado balneário na década de 1960.

Daniel Queiroz/ND

Coqueiros - Além do mar, o parque de Coqueiros é opção para quem quer ter contato com a natureza no bairro.

Daniel Queiroz/Arquivo/ND

Lagoa da Conceição - Queridinha dos estrangeiros, a Lagoa tem uma grande diversidade de nacionalidades espalhada pelo bairro.

Flávio Tin/Arquivo/ND

Lagoa da Conceição - Os ingleses Anna King e Daniel Sayer viajaram por vários países até decidirem morar na Lagoa.

Daniel Queiroz/ND

Lagoa da Conceição - A prática de esportes como o standup paddle à beira da Lagoa é uma das atividades preferidas dos frequentadores da região.

Eduardo Valente/Arquivo/ND

Ingleses - Lotado de gaúchos, o bairro dos Ingleses atrai grande quantidade de moradores não nascidos em Santa Catarina.

Marco Santiago/Arquivo/ND

Ingleses - O gaúcho Renan Fischer e a carioca Lúcia Pereira decidiram morar nos Ingleses depois de veranear por muitos anos na Ilha.

Daniel Queiroz/ND

Ribeirão da Ilha - A proximidade da comunidade do Ribeirão com o mar é uma tradição que ainda persiste no bairro.

Daniel Queiroz/Arquivo/ND

Trindade - Estudantes de todos os lugares de Santa Catarina e do Brasil procuram a Trindade para morar por conta da proximidade com a UFSC

Flávio Tin/Arquivo/ND

Trindade - Nascido em Balneário Camboriú, Roger Silva decidiu morar na Trindade assim que começou a estudar na UFSC.

Daniel Queiroz/ND

Trindade - O fluxo de estudantes é intenso no bairro todos os dias.

Flávio Tin/Arquivo/ND

Especial Floripa de todos os povosLogo Floripa de todos os povos
  • Felipe Alves

    Produção e execução

  • Rogério Moreira Jr.

    Análise dos dados e infografia interativa

  • Daniel Queiroz

    Produção e edição audiovisual

  • Diêgo Deyvison

    Design e desenvolvimento

  • Flávio Tin

    Imagens aéreas (drone)

  • Mariju de Lima

    Planejamento e edição

  • Marcelo Santos

    Revisão