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Os bastidores, a informação bem apurada, a opinião fundamentada e sem papas na língua você encontra aqui, com Paulo Alceu, um dos mais competentes jornalistas em atividade, com décadas de experiência na cobertura política nacional e internacional. Com colaboração do editor de Política, Altair Magagnin.

Janot não poderia, jamais, se encontrar num boteco com advogado do maior corruptor do país

Paulo Alceu
12/09/2017 16h32

E o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está revelando, no final de sua trajetória no comando do Ministério Público, que muitas de suas atitudes rondaram, de repente, interesses eleitorais pessoais, colocando em xeque o país e manchando de alguma forma uma investigação isenta, que desnudou a corrupção sistêmica produzida por homens da República. Embora, e fique claro, que os erros do procurador não eliminam jamais o árduo trabalho contra a trajetória criminosa de facções que se apossaram do poder. Permanecer por mais de 20 minutos num canto de boteco, protegido por engradados de bebida, e sempre de óculos escuros em conversa com o advogado de Joesley Batista, preso no dia seguinte, remete para uma série de dúvidas. Segundo o advogado Pierpaolo Bottini, um encontro casual, cá entre nós, difícil de assimilar. Há excessos e precipitações que acabam comprometendo a Lava Jato e demonstrando que muitas vezes os holofotes superam a razão. Janot não poderia jamais se encontrar num boteco com o advogado do maior corruptor do país, que ele até então protegia acreditando numa dedetização geral. Joesley não poderia jamais receber as “honrarias” que recebeu do procurador, que hoje demonstra que deu o passo maior que as pernas. Acusar tem que ter todos os ingredientes suficientes para “quebrar as pernas” dos suspeitos e não misturar com criminosos do mesmo quilate. Esse Joesley não vale o que come, e deve ser friboy.

Os crimes citados por Janot são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, entre outros - Pedro Ladeira/Folhapress/ND
Os crimes citados por Janot são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, entre outros - Pedro Ladeira/Folhapress/ND



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