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Comentários sobre cinema, séries, televisão e entretenimento. Você confere aqui o que vale a pena maratonar e assistir na telona, assim como os seriados marcantes e os temas que despertam o interesse de um entusiasta da cultura pop.

Gustavo Bruning é jornalista, repórter do Notícias do Dia, colecionador de filmes e fã incondicional do gênero terror.

Séries "Good Girls" e "The Good Wife" evidenciam o melhor do protagonismo feminino

Mesmo com tons dramáticos distintos, seriados apresentam heroínas com convicção, personalidade e jornadas de superação

Gustavo Bruning
03/09/2018 12h42

Se há algo do qual não podemos reclamar atualmente é da falta de referências de heroínas em seriados. Enquanto as personagens femininas vêm deixando de se tornar apenas assessórios das tramas de grande repercussão, somos apresentados a mulheres com as mais distintas personalidades. Exemplos não faltam: da firme professora Annalise Keating em "How to Get Away with Murder", passando pela espontânea Kimmy Schmidt ou pelas despojadas representantes da terceira idade em "Grace and Frankie". Contudo, as jornadas que mais chamam a atenção são aquelas em que as personagens são incumbidas de tomar as rédeas das próprias vidas.

"Good Girls" é estrelada por Retta, Christina Hendricks e Mae Whitman - Divulgação/ND


Com "Good Girls", a Netflix traz mais uma produção que mescla comédia e drama. Lançada em julho no Brasil, a primeira temporada não apela para o melodrama e não força a barra com um humor escrachado, utilizando o tom leve para realçar as implicações dramáticas na vida das protagonistas. E a autoria justifica o resultado: Jenna Bans, criadora da história, já escreveu para "Desperate Housewives" e produziu "Grey's Anatomy".

O seriado é estrelado por três mulheres que, além de lidarem com problemas relacionados à maternidade e casamento, passam por uma crise financeira. A solução surge quando elas brincam com a ideia de assaltar um mercado. O que era para ser um pequeno roubo se transforma em uma armadilha, já que o dinheiro roubado – US$ 500 mil – pertencia a um mafioso.

Enquanto Ruby (Retta) sofre com as limitações de um sistema de saúde insatisfatório, que inviabiliza um tratamento para a doença de sua filha, Beth (Christina Hendricks) encara a traição do marido e precisa assumir o controle da casa. Já Annie (Mae Whitman), após suportar situações desagradáveis no trabalho, lida com as dificuldades de ser uma mãe solteira. São problemas reais, introduzidos aqui em vidas esteriotipadas, porém com soluções irreverentes. Tudo isso evidencia o quanto o dinheiro se transformou em mais do que uma moeda de troca e uma janela para oportunidades, se tornando algo do qual somos dependentes.

Tomar as rédeas, não importa como

Não há como abordar heroínas sem trazer a "boa esposa" Alicia Florrick, de "The Good Wife". Na série, idealizada pelo casal Michelle e Robert King, a personagem de Julianna Margulies volta a atuar como advogada após 13 anos, período que dedicou à vida doméstica e aos filhos. Tudo ocorre após um escândalo envolvendo o seu marido, Procurador-Geral do Estado, a colocar diante dos holofotes como vítima de traição. Ela batalha para crescer na nova empresa, fazer amizades e lidar com uma antiga paixão de faculdade. Ao longo de sete temporadas, Alicia reaprende a ser uma advogada, uma esposa e uma pessoa com convicção e autoestima alta, abraçando o próprio protagonismo em casa, na política e nas relações com os colegas.

Julianna Margulies vive Alicia Florrick em
Julianna Margulies vive Alicia Florrick em "The Good Wife" - Divulgação/ND


É diante das dificuldades impostas pela vida que vemos estas mulheres – o trio protagonista de "Good Girls" e a esposa de "The Good Wife" – tomando desvios de percurso. São estas crises, inerentes a suas escolhas, as responsáveis por exigir que elas passem a tomar controle de suas vidas, mesmo que com certa dificuldade. E é nesta jornada que percebem que possuem a habilidade para administrar tudo ao seu redor, seja transportar um carregamento de dinheiro falso pela fronteira dos Estados Unidos ou abrir a própria firma de advocacia.

Futuro assegurado

"Good Girls" foi renovada para uma segunda temporada, que deve estrear em 2019. Já "The Good Wife" chegou ao fim em 2016, mas ganhou uma produção derivada. "The Good Fight" acompanha a nova empreitada da advogada Diane Lockhart (a deslumbrante Christine Baranski) e no próximo ano ganhará uma terceira temporada. Diferente de série original, que foi ao ar no canal CBS, esta foi lançada diretamente no serviço de streaming da emissora.

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