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Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2018
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Comentários sobre cinema, séries, televisão e entretenimento. Você confere aqui o que vale a pena maratonar e assistir na telona, assim como os seriados marcantes e os temas que despertam o interesse de um entusiasta da cultura pop.

Gustavo Bruning é jornalista, repórter do Notícias do Dia, colecionador de filmes e fã incondicional do gênero terror.

  • Séries "Good Girls" e "The Good Wife" evidenciam o melhor do protagonismo feminino

    Se há algo do qual não podemos reclamar atualmente é da falta de referências de heroínas em seriados. Enquanto as personagens femininas vêm deixando de se tornar apenas assessórios das tramas de grande repercussão, somos apresentados a mulheres com as mais distintas personalidades. Exemplos não faltam: da firme professora Annalise Keating em "How to Get Away with Murder", passando pela espontânea Kimmy Schmidt ou pelas despojadas representantes da terceira idade em "Grace and Frankie". Contudo, as jornadas que mais chamam a atenção são aquelas em que as personagens são incumbidas de tomar as rédeas das próprias vidas.

    "Good Girls" é estrelada por Retta, Christina Hendricks e Mae Whitman - Divulgação/ND


    Com "Good Girls", a Netflix traz mais uma produção que mescla comédia e drama. Lançada em julho no Brasil, a primeira temporada não apela para o melodrama e não força a barra com um humor escrachado, utilizando o tom leve para realçar as[...]

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  • Como as tentadoras viagens no tempo, fascinantes na ficção, são dispensáveis no mundo real

    Diante das rotinas e do cotidiano, não é raro nos depararmos com a noção de que não temos controle suficiente de nossas vidas. De que tudo apenas segue acontecendo e somos apenas personagens prisioneiros da grande narrativa que nos cerca. Como se o livre arbítrio existisse, mas o curso natural prevalecesse. A verdade, ainda assim, é que temos muito mais poder do que jamais iremos presumir. No fim das contas, somos as únicas variáveis que temos capacidade, na prática, de administrar. Não estamos distantes dos nossos ídolos, chefes ou referências. O que nos separa destes são as escolhas e o empenho empregado na conquista das metas.

    Domhnall Gleeson e Rachel McAdams em
    Domhnall Gleeson e Rachel McAdams em "Questão de Tempo" - Divulgação/ND


    Em meio a uma conversa sobre até onde vai a nossa capacidade para mudar o que julgamos insatisfatório, lembrei de um filme que assisti no cinema há cinco anos. "Questão de Tempo", escrito e dirigido por Richard Curtis ("Simplemente Amor e "O Diário de[...]

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  • Mistério, isolamento e muitos suspeitos: três séries para começar a ver na sexta-feira 13

    A data conhecida tradicionalmente pelo seu misticismo e relação com o azar pode ser mais associada ao filme de terror de 1980 estrelado por Jason Voorhees, "Sexta-feira 13", mas também é uma boa oportunidade para começar a assistir - ou simplesmente maratonar - uma série de suspense. A seleção a seguir traz três produções, de diferentes países, que provocam a sensação de isolamento no espectador e apresentam histórias que funcionam como quebra-cabeças. Com "Le Chalet", "E Não Sobrou Nenhum" e "Harper's Island: O Mistério da Ilha", é preciso se ater aos detalhes para conhecer os personagens e desmarcará-los.

    • Le Chalet (França, 2017)

    Um grupo de amigos de infância se reúne em um chalé remoto, nos Alpes Franceses, para um casamento. É quando um incidente faz com que eles percam contato com o resto do mundo e fiquem diante de uma armadilha mortal. Com flashbacks e um clima de suspense destoante do clássico americano, incitado por uma trilha[...]

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  • Seriado espanhol "Merlí" reforça a importância do professor e do ensino da filosofia

    Fazer refletir, questionar e buscar conhecimento são alguns dos méritos da filosofia, segundo o protagonista do seriado espanhol “Merlí”, um professor recém-admitido que passa a lecionar a disciplina para uma turma de ensino médio. Coincidentemente, estas podem ser consideradas algumas das finalidades de um seriado. Então quando nos deparamos com uma produção que debate um tema tão subestimado e dialoga com outros assuntos pertinentes, o resultado tem tudo para ser fascinante. É o que acontece com “Merlí”, escrita por Héctor Lozano e disponível na Netflix, que traz noções apresentadas por filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles e Maquiavel de uma maneira descomplicada.

    O seriado espanhol tem o ator Francesc Orella no papel do professor Merlí Bergeron - Divulgação/ND
    O seriado espanhol tem o ator Francesc Orella no papel do professor Merlí Bergeron - Divulgação/ND


    Com Francesc Orella no papel do professor de meia-idade Merlí Bergeron, a série aborda questões relacionadas à família, sexualidade, relacionamentos e autodescoberta. São[...]

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