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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Maioria dos brasileiros aprova ensino das religiões nas escolas

Pesquisa nacional revela apoio a ensino generalizado, sem confissões específicas.

Leandro Mazzini
12/09/2017 10h20

Em meio à análise no Supremo Tribunal Federal de ação que discute a validade do ensino religioso nas escolas do País – votação atual em 3 a 2, com ‘ensino amplo’ em vantagem – uma sondagem nacional da Paraná Pesquisas a pedido da Coluna revela que a grande maioria dos brasileiros é a favor da implantação da ‘história das religiões’ na grade curricular do ensino básico, como propõe ação da Procuradoria Geral da República em votação na Corte. Na pesquisa, 63,3% dos entrevistados aprovam o tema, enquanto 30,2% são contra – e 6,5% não opinaram ou não souberam responder. Em todas as cinco faixas etárias e nos níveis escolares sondados, o índice de aprovação entre os pesquisados foi praticamente o dobro dos que reprovam o assunto.

Panorama

A Paraná Pesquisas sondou 2.714 brasileiros das cinco regiões, em questionário online com cadastro, de 6 e 10 de setembro. Foram ouvidos 1.303 homens e 1.411 mulheres.

Por gênero

Entre os homens, 61,2% aprovam, contra 31,8% - e 7% não sabem/não responderam. Os índices no público feminino ficaram 65,2%, 28,7% e 6,2%, respectivamente.

Garotada atenta

Na faixa etária de 16 a 24, 61,3% aprovam, e 32,5% desaprovam o ensino na grade; Os índices são crescentes, a favor do tema, nos entrevistados de 25 a mais de 60 anos.

A ação

A ação no STF (retorna à pauta dia 20) foi apresentada pela subprocuradora Débora Duprat: ela propõe que o conteúdo seja abrangente, e não específico a uma religião.

A lei

O ensino religioso está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Decreto 7.107/10, assinado entre o Brasil e o Vaticano para o ensino do tema.

Favorita da Dilma

Advogada do grupo JBS citada algumas vezes no áudio de Joesley Batista e Ricardo Saud, presos pela Polícia Federal, Fernanda Lara Tórtima é suplente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, escolhida pela ex-presidente Dilma Rousseff. Ela é mestre em Direito Penal pela Universitat Frankfurt am Main.

Currículos

O pai de Fernanda, José Carlos Tórtima, é um dos advogados de Jacob Barata Filho, o reizinho dos ônibus na mira da PF. Ele trabalhou por 11 anos com Wilson Lopes Santos, um dos defensores do saudoso Castor de Andrade.

Tão longe, tão perto

A Funai quer acabar com o garimpo ilegal na Amazônia, e tem recebido denúncias de violência de garimpeiros contra índios do Vale do Javari. A Fundação afirmou em nota que tem “empenhado todos os esforços” para apoiar o MP e a PF nas investigações.

Acredite

A única obra em rodovia incluída no ‘PAC’ para 2018 é no Acre. A construção de um contorno rodoviário no município de Brasiléia - na BR- 317/AC.

No ar, no chão

Funcionários da Infraero vão fazer manifestação no desembarque do aeroporto JK hoje para esperar parlamentares que apóiam as concessões. Depois, na porta da sede.

Saiu caro

A mostra patrocinada pelo Santander em Porto Alegre – encerrada 1 mês antes do previsto – trará más consequências ao banco. O vereador de Porto Alegre Wambert Di Lorenzo (Pros) e o advogado católico Paulo Fernando Melo, de Brasília, vão entrar com uma ação conjunta por danos morais contra a instituição.

Polêmicas

A mostra de cunho LGBT Queermuseu mexeu com a Igreja e com os padrões familiares tradicionais. Numa das imagens, aparece Cristo crucificado com vários braços e objetos nas mãos. Em outras, aparecem desenhos de menores com os títulos ‘Criança Viada’.

Miopia cultural

Em nota, o banco se desculpa: “Entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo”.

Comissionada

Indicada para cargo de confiança, apadrinhada por um deputado na Infraero, e na mira da Associação dos Empregados da estatal, Taciana Pradines Coêlho, avisa que foi alocada por merecimento e competência, à luz da transparência e por processo legal.

Ponto Final

“Isso está mais para obstrução de Justiça que CPI”,

Do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sobre o encontro de Temer com o presidente da CPI da JBS, Ataídes de Oliveira (PSDB-TO)

 

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